O fetichismo da forma
e outras histórias da arte
Luiz Renato Martins
Dept. de Artes Visuais - ECA - USP
Dept. de Artes Visuais - ECA - USP
CULTURA DO DESMANCHE
06/05/2011
A palestra buscará situar e distinguir, no plano local como no internacional, dois processos históricos historicamente contrapostos: 1. o da crítica da forma e superação do objeto de arte como tendência própria à arte moderna; e 2. o da restauração do objeto de arte, positivado como finalidade pela crítica e pela historiografia formalistas.
Negatividade e positividade da experiência estética e das práticas correlatas opõem-se, assim como as forças sociais implicadas historicamente e emuladas em tais processos. Crítica da forma e negatividade têm sua origem histórica na Revolução Francesa e no processo correlato de dissolução das academias. Consolidam-se, uma e outra, como perspectivas críticas no quadro histórico do processo de superação do modo de produção artesanal, e concretizam-se, dentre outros modos no final do século 19, na prática crítica e autônoma da valorização da pincelada, como trabalho vivo, ante à subsunção da pincelada nas noções de forma e composição como valor.
Já a positivação do objeto de arte, como tópico programático da arte moderna, foi preconizada nos termos da análise da arte como valor ou currency e sob o impulso de um desenvolvimento crescente da divisão social do trabalho. Haverá relação e analogia entre tais perspectivas acerca da arte e da moeda?
Há sinais de que no Brasil do desmanche, restauração do objeto e instituição de uma moeda forte entrecruzam-se historicamente, implicando talvez alguma reciprocidade. Desmanche das estruturas e relações sociais e instituição no âmbito das artes de um sistema de autores correlato à positivação dos processos artísticos apresentam concomitâncias com a consolidação da economia fetichizada sob o signo da moeda forte.
Negatividade e positividade da experiência estética e das práticas correlatas opõem-se, assim como as forças sociais implicadas historicamente e emuladas em tais processos. Crítica da forma e negatividade têm sua origem histórica na Revolução Francesa e no processo correlato de dissolução das academias. Consolidam-se, uma e outra, como perspectivas críticas no quadro histórico do processo de superação do modo de produção artesanal, e concretizam-se, dentre outros modos no final do século 19, na prática crítica e autônoma da valorização da pincelada, como trabalho vivo, ante à subsunção da pincelada nas noções de forma e composição como valor.
Já a positivação do objeto de arte, como tópico programático da arte moderna, foi preconizada nos termos da análise da arte como valor ou currency e sob o impulso de um desenvolvimento crescente da divisão social do trabalho. Haverá relação e analogia entre tais perspectivas acerca da arte e da moeda?
Há sinais de que no Brasil do desmanche, restauração do objeto e instituição de uma moeda forte entrecruzam-se historicamente, implicando talvez alguma reciprocidade. Desmanche das estruturas e relações sociais e instituição no âmbito das artes de um sistema de autores correlato à positivação dos processos artísticos apresentam concomitâncias com a consolidação da economia fetichizada sob o signo da moeda forte.