Bienal de São Paulo?
Unseen/Undone (1969-1981)


Isobel Whitelegg
University of Arts London, Chelsea

CULTURA DO DESMANCHE
17/06/2011

Como Vilém Flusser colocou, em 1969, a Bienal de São Paulo é “um fato obstinado”. Sua recorrência, desde sua a primeira edição em 1951, lhe oferece um status de perpetuidade e é, atualmente, um evento cultural que pode ser descrito em termos de “sempre”: “A Bienal de São Paulo sempre visou destacar o competente modernismo brasileiro à clientela internacional e renovar a iniciativa local com a injeção de referências internacionais”. No entanto, subjacente a esta obstinação há uma série de eventos estruturalmente descontínuos, particularmente nos anos 70 após o boicote da 10a edição de 1969 e no contexto do governo militar de Emílio Garrastazu Médici (1969-74), que intensificou os meios repressivos de controle do estado tais como a censura, as prisões arbitrárias e a tortura.


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