“O poder vai dançar” de Tim Robbins:
o resgate do passado para entender o presente


Neyde Branco
PPG em Letras Modernas - FFCLH - USP

Abordaremos nesta apresentação um dos filmes do diretor Tim Robbins, “O poder vai dançar” (Cradle will rock, 1999). Definido como uma história “predominantemente verdadeira” trata de personagens e fatos reais e fictícios, que se alternam e se relacionam. De forma geral, podemos dizer que o filme retrata a década de 1930, momento de potencial extremamente revolucionário na história dos Estados Unidos. Porém mais do que simplesmente reproduzir a história deste período, o diretor se apropria de um momento explosivo do passado, carregado de elementos em comum com o presente, e utiliza a citação do passado como fonte de inspiração, arma cultural poderosa no combate presente. Para tanto, Tim Robbins utiliza-se de elementos do teatro épico, e não apenas retrata os elementos históricos do período, mas busca principalmente provocar uma reflexão por parte da audiência. E esta reflexão vai além do entendimento da história, avança sobre questões como o reconhecimento pelo artista de sua condição de proletário da cultura e sobre o limite que se coloca entre fazer arte paga por empresas e a prostituição.