Paulicéia desvairada e a modernização
conservadora em São Paulo
Pedro Coelho Fragelli
PPG Literatura Brasileira - FFLCH - USP
PPG Literatura Brasileira - FFLCH - USP
A FORMAÇÃO E A ESPADA
08/04/2011
Paulicéia desvairada, livro que inaugura o modernismo literário brasileiro, costuma ser considerado pela crítica como uma obra em que se representa a experiência lírica do indivíduo moderno na metrópole moderna.
O seminário pretende propor uma interpretação diferente do livro de Mário de Andrade, procurando identificar, tanto nos temas como na forma dos poemas, traços específicos que caracterizam uma sociedade marcada pela modernização conservadora, ou seja, pela combinação de modernidade e arcaísmo, assim como de cosmopolitismo e provincianismo. Desse modo, Paulicéia desvairada apresenta, em seu conjunto, a imagem de uma modernidade peculiar, própria da periferia do capitalismo, distinta da modernité baudelairiana, por exemplo.
Para que se torne mais clara a defasagem de Paulicéia e da São Paulo dos anos vinte em relação à modernidade nos campos literário e socioecoônmico, serão comparados alguns aspectos de Paulicéia com outros tantos d’As Flores do mal, considerando-se a posição, ocupada pelo livro de Baudelaire, de paradigma da poesia lírica moderna, em especial da poesia que assume a metrópole como tema.
Identificadas as especificidades da poesia citadina de Mário, serão observadas as afinidades e as dissonâncias existentes entre a poética do livro e o progressismo conservador da aristocracia cafeeira paulista.
O seminário pretende propor uma interpretação diferente do livro de Mário de Andrade, procurando identificar, tanto nos temas como na forma dos poemas, traços específicos que caracterizam uma sociedade marcada pela modernização conservadora, ou seja, pela combinação de modernidade e arcaísmo, assim como de cosmopolitismo e provincianismo. Desse modo, Paulicéia desvairada apresenta, em seu conjunto, a imagem de uma modernidade peculiar, própria da periferia do capitalismo, distinta da modernité baudelairiana, por exemplo.
Para que se torne mais clara a defasagem de Paulicéia e da São Paulo dos anos vinte em relação à modernidade nos campos literário e socioecoônmico, serão comparados alguns aspectos de Paulicéia com outros tantos d’As Flores do mal, considerando-se a posição, ocupada pelo livro de Baudelaire, de paradigma da poesia lírica moderna, em especial da poesia que assume a metrópole como tema.
Identificadas as especificidades da poesia citadina de Mário, serão observadas as afinidades e as dissonâncias existentes entre a poética do livro e o progressismo conservador da aristocracia cafeeira paulista.